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Mal acreditava que aquela Pixtar à nossa frente era a Naninha. Ela estava desaparecida de Cosmopax à muito tempo, ninguém sabia aonde ela foi e o que estava acontecendo com ela, nem o próprio Conselho Supremo.
  Meus pensamentos foram interrompidos pelo Gabriel, quando ele puxou a manga do meu vestido e apontou para a parede. Eu estava tão distraida que nem percebi que ele havia saído do meu lado para escrever alguma coisa.
  "Quem é Naninha?" - Estava escrito.
  - Você não sabe quem é a Naninha? - Perguntei, olhando para os olhos dele.
  Ele balançou a cabeça negativamente.
  - Mas como? Todos os Pixtars sabem quem é a Naninha! - Eu disse.
  Ele andou até a parede e escreveu:
  "Se eu não sou um Pixtar, o que sou?"
   Fiquei sem jeito.
  - Ora, é claro que você é um Pixtar. - Revirei os olhos e levei a minha mão à minha nuca. - Embora você pareça mais com... Bom...
  Ele ficava me olhando, esperando que eu respondesse logo.
  - Olha, Gabriel... - Quando eu iria dizer à ele que ele parece mais com um ser humano, alguém nos chamou.
  - Ei, vocês!
  Tremi de medo. Eu estava de costas às grades, com medo de me virar. E se fosse algum "deles"?
  - Babyjeh, é você? - Uma voz feminina chamou meu nome. Me virei.
  Fiquei surpresa ao ver que a Naninha estava na frente das grades da cela dela, chamando o meu nome.
  - Responda, o seu nome é Babyjeh? - Ela perguntou.
  - S-sim. Meu nome é Babyjeh. - Respondi.
  Ela sorriu, se afastou das grades, e desapareceu. Assim, do nada.
  Tentei encontrá-la na cela dela. Olhava pra todos os cantos. O Gabriel veio do meu lado me ajudar.
  - Ei! - Ouvimos uma voz atrás de nós.
  Quando nos viramos, nós dois tomamos um susto ao ver a Naninha na nossa cela.
  - Finalmente você chegou, Babyjeh. - Ela disse, sentando no chão e ignorando nosso susto. - Já estava me cansando de ficar aqui.
  - P-peraí. Você estava me esperando? - Perguntei.
  Ela balançou a cabeça afirmativamente.
  - Ordens do Conselho Supremo.
  Conselho Supremo? Mas como ele saberia que eu iria estar aqui? Nem eu sabia!
  - Você é uma das escolhidas, Babyjeh. - Ela disse, levantando-se e caminhando até nós dois.
  - Escolhidas? Como assim? - Perguntei, confusa.
  Ela me olhou de um jeito estranho.
  - Quer dizer que você não sabe?
  - Não sei do que?
  Ela deu uma risadinha e disse para acompanharmos ela até a parede da nossa cela. Então, ela começou a se abrir em uma espécie de "circulo". Eu e o Gabriel demos um pulo para trás.
  - Acalmem-se. Isso é apenas uma janela para a Real Time Str. - Ela explicou. - Só para vocês entenderem do que estou falando.
  Então, ela se afastou e deixou nós dois observando.

  Havia uma espécie de "telão" na Real Time Str. Parece que todos os Pixtars de Cosmopax estavam lá, apenas olhando pra ele. Então, uma luz surgiu no telão quando ele foi ligado. Depois, ele ficou todo preto, apenas com uma pequena linha branca no centro dele.
  - Boa tarde, Pixtars! - Uma voz surgiu do telão, fazendo a linha branca se mexer. Conheci a voz: Era do Conselho Supremo. - Primeiramente queríamos agradecer à todos por terem vindo até aqui. 
  O CS fez uma pausa. Todos estavam em silêncio.
  - Tenho um recado muito importante para todos. - Ele começou. - Com certeza todos perceberam como Cosmopax mudou nos últimos dias, não? O sol nascendo tarde, as chuvas extintas... Quero pedir desculpas por tudo isso.
  - Desculpas? - Algum Pixtar berrou. - Daqui a pouco a nossa água acaba, e você só pede DESCULPAS?
  Alguns outros Pixtars começaram a gritar coisas desse tipo também.
  - Acalmem-se, Pixtars. - O CS disse calmamente. - Tudo isso irá ser resolvido, mas uma coisa de cada vez.
  Uma coisa de cada vez? O que ele queria dizer com isso?
  - Não queria apavorar todos, mas... Acho que essa é a única maneira de avisar. - Todos os Pixtars ficaram em silêncio novalmente. O CS fez uma longa pausa. - Cosmopax está correndo um grande perigo.
  Alguns Pixtars ficaram curiosos, outros com medo. Pude sentir um calafrio correr pela minha espinha.
  - Não posso dizer tudo. Espero que entendam. - Ele continuou. - Quem lê o jornal, vai saber do que estou falando. Lembram-se daquela edição que falava sobre "ELES"? Nem nós do Conselho Supremo sabemos quem eles são. Só sabemos que são muito perigosos, e estão trabalhando pelo cientista malvado, DrPing.
  Alguns Pixtars começaram a cochichar.
  - Só alguns Pixtars podem deter o que ele está tramando. - Ele respirou fundo. - os escolhidos.
  Agora eu entendi o que a Naninha estava nos dizendo.
  Agora o CS fez uma longa pausa MESMO. Eu achava que ele havia ido embora, sei lá, até que aconteceu.
  A rua começou a rachar. Alguns Pixtars entraram em panico. Então, O encanamento que estava embaixo dela subiu, levantando uma pequena parte da rua, COM UMA PIXTAR EM CIMA!
  - Primeira escolhida: Lili199. - O CS disse.
  A Lili199 estava tentando se equilibrar em cima daquele pequeno pedaço da Real Time Str.
  A mesma coisa aconteceu levantando a Pixtar Ladybelieve.
  - Segunda escolhida: Ladybelieve.
  Isso aconteceu mais quatro vezes, totalizando seis escolhidos. Eles eram, na ordem: Lili199, Ladybelieve, Bomby, Bellaswanamanhecer, 3x0t1c0, 100porcentogat0.
  - E esses são os seis escolhidos. - O CS disse. - Todos eles tem abilidades especiais, que são tão comuns quanto respirar, e todos os Pixtars de Cosmopax vão ter habilidades como eles no futuro. E, além disso, todos os escolhidos sabem usar qualquer tipo de arma, vindo de uma espada ou uma arma.
  Os seis Pixtars que estavam tentando se equilibrar ainda. A Lili199 já havia até sentado.
  - Agora só preciso saber: Vocês, Lili199, Ladybelieve, Bomby, Bellaswanamanhecer, 3x0t1c0 e 100porcentogat0, aceitam ser os escolhidos e salvar Cosmopax do seu terrível destino?
  Houve um longo silêncio. Até que a Lili199 gritou:
  - SIM!
  Os outros cinco Pixtars fizeram o mesmo.
  - Muito bom. - O CS elogiou. - Mas vocês ainda têm que descobrir suas habilidades. E, para isso, tenho um pequeno trabanho para vocês.
  Os seis Pixtars escolhidos se entreolharam.
  - A sétima escolhida está desaparecida. Conseguimos descobrir que ela, entre os outros Pixtars desaparecidos, está em algum lugar da floresta proibida. Vocês vão receber trages e armas, e vão a procura dela. Assim, finalmente vão ficar fortes o bastante para vencer o perigoso cientista. Topam o desafio?
  Os seis Pixtars se olharam novamente e responderam todos juntos:
  - TOPAMOS!
  Quando disseram isso, Os canos que seguravam eles no alto se abaixaram rápido. Antes de cairem no chão, todos eles pularam do alto, caindo em perfeita segurança.
  Assim, aquela coisa, ou como a Naninha chama, "janela", se fechou.


Essa historia foi criada por 
babyjeh e todos os outros capitulos seram postados aqui no LinkPax


Foi tão rápido, nem deu para ver o rosto deles. Eram mais de um, disso eu sei. O que eram, como eram, ou quantos eram, eu não sei. Eu estava abaixada com aquele garotinho quando arrombaram a porta e invadiram aquela silenciosa casa. Eu levantei a cabeça para vê-los, mas eles colocaram um saco na minha cabeça. Acho que fizeram o mesmo com o garoto. Depois, nos levaram para algum lugar... aonde não sei dizer aonde é.
  Quando nos trouxeram à tal lugar, tiraram os sacos das nossas cabeças e nos jogaram pra dentro de uma cela. Eu tentei sair dali correndo, mas já haviam fechado e trancado a grade.
  - Por favor, o que vocês querem? Nos tirem daqui! - Eu implorava, mas eles não davam atenção.
  Eles vestiam um tipo de armadura para esconder o corpo e o rosto.
  - Afinal, o que vocês querem?! - Eu gritava chorando. - Olhem para esse garoto, ele é apenas uma criança, deixe ele ir!
  Não sei quanto tempo fiquei implorando. Alguns deles falavam para mim calar a boca às vezes, mas eu só parei quando o garoto segurou minha mão e balançou a cabeça negativamente, me mostrando que o que eu estava fazendo era em vão.
  Então, o garotinho me puxou para longe das grades e me fez sentar encostada na parede. Em seguida, ele sentou ao meu lado. Ficamos assim por um tempo, apenas olhando pro nada. Até que eu virei pra ele e forcei um sorriso.
  - Qual é o seu nome? - Perguntei.
  O garotinho me olhou seriamente depois balançou a cabeça diversas vezes. Parecia pensativo. Por que não respondia logo?
  Até que ele avistou uma pilha de carvão do outro lado da cela. Ele levantou, andou até lá, pegou um pedaço de carvão e depois sentou novamente ao meu lado. Ele me mostrou o pedaço de carvão, e depois escreveu na parede:
  "Gabriel". - A letra dele era tremida, como a de qualquer criança que aprendeu a escrever à pouco tempo.
  - Bom, Gabriel - Falei surpresa. - Por que você não fala?
  Ele me olhou de um jeito estranho, e escreveu na parede:
  "Porque não tenho voz, ué. Se não, já teria falado."
  Eu ri. Ele só deu um sorrizinho.
  - Meu nome é Babyjeh. - Me apresentei. - É um prazer conhecê-lo. Mesmo numa situação dessas, é bom estar com alguém.
  Ele sorriu novamente.
  - Quantos anos você tem? - Perguntei.
  "6". - Ele escreveu.
  Ficamos conversando assim por algum tempo. Pode ser loucura, mas eu me diverti. Não é que eu tinha arranjado mais um amigo?
  Nós rimos bastante. Mas, então, depois de um tempo, eu fiquei séria.
  - Gabriel, posso te perguntar uma coisa? - Perguntei. - Se não quiser responder, não precisa.
  "Pode" - Ele escreveu.
  - O que aconteceu com seus pais?
  Ele fez uma pequena pausa olhando pra baixo, depois pegou minha mão e me levou para um lugar da cela aonde a parede estava limpa.
  "Meus pais..." - Ele começou a escrever. - "Não me lembro do nome deles. Eu tinha 3 anos de idade quando me deixaram".
  - Como, te deixaram? - Perguntei, indignada. - Assim, sozinho? Por que?
  "Pelo que eu me lembre, me deixaram com uma mulher que eu não conheço, mas disseram a ela que iriam voltar logo. Os meses se passaram, e eles não voltaram. Até que aqueles caras..." - Ele deu uma pausa. Havia lágrimas caindo dos seus olhos. - "Eles vieram me buscar. Mas a mulher que cuidava de mim me escondeu, então levaram ela. Desde então, eu moro sozinho."
  - Meu Deus! Você que cozinha, cuida da casa... tudo sozinho? - Perguntei.
  "Sim".
  - Nossa... eu acho que sou parecida com voce. - Quando eu disse isso, ele olhou para mim. - Não tenho família nem amigos. Quer dizer, apenas um único amigo. E eu ainda sofro na escola.
  Ele concordou com a cabeça, abaixando-a. Então, começou a chorar.
  - Não chore. - Cheguei mais perto dele, e o abracei. Ele se apoiou no meu peito e continuou chorando.
  Depois de um tempo, decidimos dormir. Deitamos um olhando para o outro. Eu pude ver o medo que estava nos olhos dele, antes dele pegar no sono. Eu também não pude disfarçar o meu.

  Eu acordei primeiro. Como sempre, o sol havia nascido mais tarde. Eram 08:45 quando o sol invadiu a pequena janelinha no topo na cela e bateu no meu rosto. O Gabriel continuava dormindo.
  Me levantei e olhei em volta. Eu desejava acordar na cama da minha WR, mas eu estava ali naquela cela, sem saber o por quê.
  Andei em direção as grades e tentei olhar lá pra fora. Consegui enchergar mais celas, mas não dava pra ver quem ou o que estava lá dentro. Na cela em frente à minha, eu podia ver alguém dormindo. Só não sabia quem era...
  Soltei um grito quando uma mão puxou o vestido que eu estava vestindo. Quando olhei para baixo, vi que era o Gabriel que havia acordado.
  - Ah, olá. - Eu disse, disfarçando o susto que havia tomado. - Bom dia.
  Ele concordou com a cabeça, e segurou as grades do meu lado. Ficamos um tempo observando o Pixtar que estava na cela à nossa frente, tentando descobrir quem ele era. Então, desistimos e sentamos de costas à parede de novo.
  - Não consigo entender... - Ele não esperava que eu dissesse alguma coisa, então tomou um pequeno susto. - Por que estamos aqui? Não fizemos nada. Pelo menos eu, não.
  Ele pegou o pedaço de carvão que havia guardado e escreveu na parede: "Eu também não".
  Soltei um suspiro. Será que era assim que terminava? Eu presa sem saber por que, com um garoto de 6 anos?
  Até que vi uma coisa. O Pixtar da cela à nossa frente, que estava deitado, se levantou. Ele estava de costas para nós. Eu me levantei e caminehi até as grades. O Gabriel me seguiu.
  Ele estava de costas para nós, mas dava pra ver que era preto e branco, e seu cabelo era chiquinhas feitas de "?".
  - Gabriel... Aquela é a NANINHA!

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Naquela noite, depois da aula, eu e o Sims saímos para passear para nós conversarmos mais. No primeiro dia que nos conhecemos já nos tornamos melhores amigos. Claro né, pois ele era meu único amigo. E o melhor de todos.
  Nós conversávamos sobre Cosmopax. Discutimos nossas ideias sobre o que está acontecendo. O Sims disse que acha que aconteceu algo com o Conselho Supremo, como por exemplo, pode ter ficado doente, e como não tem ninguem para substituí-lo, as gincanas e chuvas estão extintas. Até que fazia sentido, mas por que eu ainda achava que tinha mais alguma coisa por trás disso tudo?
  Quando ele me deixou na porta da minha WR, vi que tinha esquecido de pegar o jornal de hoje, que sempre deixam na porta. Me despedi do Sims, e entrei para ler.
  "Pixtar Rafabaiano desaparecido". Faz alguns dias que li matérias assim. O número de desaparecimentos está ficando alto... como já não bastasse estar acabando a água e a luz do sol.
  Resolvi tomar um banho. Lá pelo meio dele, ouvi um barulho. Batidas...
  "Toc, toc, toc."
  Desliguei o chuveiro para ouvir melhor.
  "Toc, toc toc."
  Me enrolei da toalha, e abri um pouco a porta do banheiro para ver se conseguia ver alguma coisa. Não tinha nada. Estava quase voltando para o chuveiro, quando ouvi o barulho novamente.
  "Toc, toc, toc."
  Demorou um pouco para eu perceber que eram batidas na porta. Me enrolei mais na minha toalha verde, e abri a porta.
  - Babyjeh? - Um Pixtar velho com o cabelo e barba grisalha chamou meu nome.
  - S-sim. - Gaguejei.
  - Desculpe-me por entregar tão tarde. - Ele me entregou uma caixa com embalagem amarela. - Aqui, fique com isto. 
  - O que é ist... - Mal terminei de falar e o Pixtar misterioso já estava indo embora às pressas. - Senhor? Espere aí! - Mas já era tarde demais. Ele já foi embora.
  Voltei para minha WR, sentei na cama e chacoalhei o pacote. O que havia lá dentro? Comecei a tirar a embalagem amarela. Vi que era uma caixa de madeira escura. Passei a mão nela, até chegar à uma abertura. Antes de abrir, pensei no que poderia ser. Não tenho amigos, então não poderia ser um presente. Poderia ser alguma pegadinha do Perfeitiinho e do Infinite.
  Resolvi deixar a caixa de lado. Mas quando iria voltar pro chuveiro, não resisti. A peguei, e abri.
  Um clarão saiu de dentro da caixa, que cegou-me. Fechei meus olhos. Não sei quanto tempo fiquei assim, mas quando o clarão diminuiu, eu abri.
  Eu estava sentada no chão. Olhei em volta, e vi que estava no meio de muitas árvores. 
  - Aonde estou? - Perguntava pra mim mesma. - Será a Times Square? Não, não. Há muitas árvores para ser. Eu estou no meio de uma floresta. Mas só existe uma floresta em Cosmopax. E é a...
  Cobri a boca, surpresa. Eu estava mesmo na floresta proibida? Não, não era possível. Ninguem mais vai lá, é proibida. Mas é a unica floresta de Cosmopax. Então, como eu vim parar aqui?
  Me levantei. Soltei um grito de surpresa quando percebi que ainda estava sem roupa, e a minha toalha havia sumido. Procurei ela em volta de mim, mas não achei. Quando olhei pra cima, vi ela pendurada no galho de uma árvore. Puxei-a, e me enrolei nela. Comecei a andar pela floresta que nunca havia estado antes, procurando uma maneira de sair dali.
  Olhei para o relógio do meu pulso. Marcava 03:45 da manhã quando eu desisti. Tudo que encontrava eram árvores e mais árvores. Eu tinha que descansar, talvez seria mais fácil sair dali na luz do dia. Então, encostei-me em uma árvore e peguei no sono.
  Acordei quando o sol estava nascendo, batendo no meu rosto. Eram 07:37. Levantei-me, arrumei a minha toalha no meu corpo e continuei andando pela floresta, em busca de ajuda, ou qualquer coisa.

  Três dias se passaram. Não desisti completamente de escapar dali, mas agora estava me concentrando mais na busca de alimentos e água.
  Caí no chão e comecei a chorar, reconhecendo que a minha esperança havia acabado. Mas, algo me fez olhar para cima. E então, eu vi que bem na minha frente estava uma ponte, que dava para uma casa, que ficava dentro do tronco de uma árvore. Sem hesitar, atravassei correndo a ponte improvisada e bati na porta.
  - Olá, tem alguem aí? - Gritei. - Por favor, me ajude! Eu estou perdida.
  Bati mais algumas vezes na porta. Quase caí lá dentro quando ela foi aberta. Olhei para baixo, e vi um garotinho que aparentava ter 6 anos. Mas ele era diferente, não parecia um pixtar. Parecia uma pessoa DE VERDADE! 
  - Ah! - Gritei, e cai para trás. O garotinho acabou se assustando, e foi fechar a porta, mas eu recuperei o equilíbrio e segurei-a. - Desculpe por te assustar. Não vejo ninguem aqui há dias, os seus pais estão em casa?
  Ele balançou a cabeça dizendo que não.
  - Ah. - Suspirei. - Você sabe quando eles vão voltar?
  Ele fez o mesmo gesto.
  Fiz uma pequena pausa, olhando para o garoto.
  - Será que eu poderia entrar?
  Ele se afastou da porta, e abriu um pouco mais, dando espaço para eu entrar. Olhei em volta.
  - Puxa, bonita casa. - Eu disse, olhando em volta. Notei em alguns quadros em cima da mesa. Peguei um deles para observar melhor. - São seus pais?
  O garoto fez que sim com a cabeça, depois pegou minha mão e me levou até uma cadeira. Depois, me serviu água e comida. Então, ele me deixou lá comendo e subiu para um segundo andar. Depois de alguns minutos, voltou com um vestido branco.
  Levantei da cadeira, e peguei o vestido da mão dele.
  - É da sua mãe?
  Ele abaixou a cabeça, e balançou ela devagar, dizendo que sim, mas sem pronunciar palavras. Coloquei o vestido.
  - Ficou meio grande. - Eu disse, rindo. - Mas sua mãe tem bom gosto.
  O garotinho continuou de cabeça abaixada.
  - Por que está tão triste? - Perguntei.
  Em vez de falar alguma coisa, o garotinho levantou-se e pegou o quadro dos pais dele, que eu havia visto antes. Ele apontou para as duas pessoas na foto. Peguei o quadro da mão dele e observei atentadamente. Reparei que em uma mesa atrás do pai se encontrava uma caixa de madeira escura.
  - Você está sozinho aqui há quanto tempo? - Perguntei.
  Ele nem teve chance de responder. Foi interrompido por um barulho vindo da porta. Tinha alguem batendo nela, batendo muito forte, tentando arrombar. Segurei o garoto e abaixei-o, quando a porta foi arrombada.


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Mais um dia fatídico começa a surgir em Cosmopax. Eu observo o sol nascendo nas montanhas ao longe, depois da floresta proibida. Floresta proibida. O que será que ela tem de tão especial pra ser proibida? Não sei, ninguém sabe. Mas eu já ouvi histórias de que antigamente ela era visitada por vários Pixtars, que se divertiam a beça. Portanto, o que aconteceu?
  Os Pixtars passavam por mim, indo em direção à escola. Você pode me achar estranha, mas eu não dormi no meu Web-room. Dormi em em cima de uma árvore da Times Square. De novo acordei às 06:00 horas, o horário que sou acostumada a acordar sempre, e a porcaria do sol ainda não surgiu. Só começou a surgir agora, às 7 da manhã, faltando uma hora pra começar a aula. Do jeito que os Pixtars foram rápidos, acho que fizeram o mesmo que eu.
  Enquanto andava até a escola, eu estava pensando. O que estava acontecendo em Cosmopax? Aonde estão as gincanas, as brincadeiras, as risadas? E uma das coisas mais importantes: Aonde está a chuva? 
  Faz quase um ano que não chove em Cosmopax. E a grande caixa d'agua, que fica em cima do palácio do Conselho Supremo, já está acabando.
  Ah, é. O Conselho Supremo. O grande criador de Cosmopax, o que controla tudo. O que aconteceu com ele? Por que ele não fazia chover? Vários Pixtars já tentaram falar com ele, mas sem sucesso.
  Afinal, o que está acontecendo em Cosmop...
  Meus pensamentos foram interrompidos por dois garotos que passaram correndo por mim, derrubando minha mochila. Um deles aproveitou para virar para trás e me mostrar a lingua.
  - Há, há. Muito engraçado, Perfeitiinho. Olha eu aqui morrendo de rir - Eu disse, sarcástica.
  - Vamos logo, Babyjeca, ou irá perder a aula! - Infinite, que estava com ele, gritou para mim. Pude ver o Perfeitiinho fazendo uma careta novamente.
  Franzi a testa. Esses dois me atormentam desde quando entrei naquela escola. Eles roubam meu dinheiro do lanche, derrubam minhas coisas... Às vezes chegam até me bater. Prazer, Babyjeh, e essa é a minha vida.
  Quando cheguei na escola, fui procurar meu armário. Quando estava abrindo, os dois voltaram pra me encher novamente. Eles me derrubaram no chão, e tentavam tirar a minha mochila, enquanto eu pedia ajuda para alguém, mas ninguem aparecia. Quando achava que não tinha escolha a não ser entregar o que eles queriam, alguém apareceu.
  - Ei, ei! Soltem ela! Vão procurar o que fazer!
  Eu não sabia quem era, nunca ouvi a voz dele antes. Até que quando ele chegou perto, levei um susto. Ele parecia um diamante, e era verde. Quem era ele? Não sei. Mas ele salvou o meu dinheiro. O Perfeitiinho e o Infinite não sabiam se ele era perigoso, então me soltaram.
  - Você está bem? - Ele perguntou, chegando mais perto.
  - Estou, obrigada. Por que me ajudou? - Perguntei, me levantando do chão.
  - Ué, eu acabei de entrar nessa escola, e não tenho ninguem para conversar. - Ele justificou.
  - Ah, pode acreditar, eu não sou a melhor pessoa para se ter amizade. - Eu disse, virando-me para meu armário, e colocando minha mochila lá dentro.
  - Vou correr o risco. Meu nome é Sims3brazil.
  - Prazer Sims, sou Babyjeh. - Eu disse, fechando meu armário - Em que sala você irá ficar?
  - Acho que na 16. - Ele respondeu - Sabe aonde fica?
  - Sei sim. É a minha sala. Venha comigo. - Eu o levei até a sala 16, e disse pra ele sentar na cadeira vazia, que ficava atrás da minha, no fundo da sala.
  Passei o dia inteiro com o Sims. Ele era legal, e ao contrário da maioria dos outros Pixtars, entendia as minhas ideias e pensamentos. Meu primeiro amigo.
  Mas não foi porque conheci ele que esqueceria as minhas ideias sobre o que está acontecendo em Cosmopax. Pelo menos tinha alguem para dividí-las, alguem que também pensa a mesma coisa.
  Afinal, o que está acontecendo em Cosmopax?


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